quinta-feira, 6 de abril de 2006

Downloads Legais vs. Ilegais

  • Os nomes de artistas que geralmente aparecem associados à pirataria, tendem a ser os mais estabelecidos, que “vivem” dos direitos e a quem não importa tanto quem ouça a sua música, mas sim quem a compre. Artistas novos e independentes, pelo contrário, preocupam-se mais em ser ouvidos e usam activamente a Net para isso. O vender vem depois.
  • Numerosos estudos comprovam que quem mais faz “download” é quem mais compra.
  • Alguns artistas usaram activamente a Net como meio de promoção e atingiram o mainstream. É o caso dos Artic Monkeys, que começaram a divulgar-se via Net e atingiram o primeiro lugar do Top Inglês de vendas. Vão estar em Portugal este ano e o concerto… já está esgotado.
  • Mesmo em Portugal, existem já editoras que estão a curto-circuitar a “indústria” e se afirmam como Net Labels, promovendo novos nomes, artistas e bandas que não têm acesso ao circuito normal de distribuição: é o caso da Test Tube, Merzbau, You Are Not Stealing Records, .loversandlollypops.
  • Mesmo antes do fenómeno P2P na net, artistas como Moby tiveram de procurar circuitos alternativos para divulgarem a sua música, que a rádio não passava e as editoras não promoviam. O álbum Play de Moby foi licenciado mais de 400 vezes, para bandas sonoras, anúncios, filmes, séries, tudo e mais alguma coisa. Acho mesmo que foi parar ao Guinness.
  • A indústria está assente sobre um modelo de negócio baseado na distribuição de cópias físicas e ignorante da Net, que teme como ameaça há anos.
  • É a indústria do Hardware e Software (Apple, Microsoft, Creative) que está a puxar pelos novos meios de distribuição, novos modelos, novas fontes de rendimento, para uma indústria parada no tempo.
  • A pirataria é ilegal, seja em que suporte ou formato for. A distribuição de música na Net é uma oportunidade de negócio como há poucas.
por Luís Soares @ 06-04-2006

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